Rondônia, 16 de dezembro de 2017

Fátima Gavioli e publicações no universo acadêmico

Sou professora de Metodologia da Pesquisa Científica há mais de 10 anos. Tenho sempre a preocupação de querer que as pessoas escrevam sobre seus assuntos prediletos, seus ensaios, suas descobertas e investigação ou sobre suas poesias. A maioria de nós não gosta de escrever. Não fomos educados para escrever. Preocupamo-nos muito com o que as pessoas vão pensar sobre o que estamos escrevendo. E, se falar em publicação, aí que as pernas “tremem’’. Parece simples, não? Mas escrever é uma ciência e pode ser algo muito mais complexo que isso, e sua forma de divulgação pode variar bastante. Neste quesito a revista Ponto E tem sido de relevância e contribuição social para quem gosta e precisa divulgar seu trabalho. Embora a revista Ponto E não seja uma revista científica, possui cunho científico, o que é diferente. Com a conquista do selo ISSN (nº 2525-5231) há aproximadamente um ano, a Ponto E passou a ter uma identidade na Biblioteca Mundial, concedendo a ela o status Qualis C, o que já outorga às publicações assinadas pontuação em currículo.

Eu, por exemplo, tive recentemente uma experiência muito positiva neste sentido. Participando de uma prova interna para docente na Universidade Federal de Rondônia, alcancei nota 9,8 na prova teórica. Na prova de títulos cheguei a 7,5 porque não tinha nenhuma publicação. Foi então que me lembrei das publicações que venho fazendo na Ponto E nos últimos 5 anos. Minha nota na prova de títulos foi para 8,6. Um aumento considerável!

É bom termos um pouco de conhecimento deste universo acadêmico para que se possa discutir com propriedade a respeito do assunto. De forma geral, para ser considerada uma revista científica é preciso alcançar o status B, A,.., o que qualifica artigos com linguagem mais rebuscada, com maior base técnica. Quanto à Ponto E, o objetivo da direção desde o lançamento do projeto, há 10 anos, sempre foi construí-lo com artigos voltados a leigos, ou seja, fazer uma ponte entre o profissional, abordando assuntos de utilidade pública, e o leitor de salas de espera, respeitando sua linguagem e consequente forma de entendimento.

A conquista do status Qualis C para a Ponto E já foi um grande avanço. Deve-se a conquista ao posicionamento firme da direção em não publicar eventos (com exceção do editorial quando há envolvimento do projeto), política e enaltecimento pessoal. Um simples cuidado faz da Ponto E um livro em revista. Seu conteúdo não vence num contexto geral, permanecendo por muito tempo em salas de espera em todos os cantos do estado de Rondônia, sem deixar de ser interessante.

Fonte: Professora Fátima Gavioli – Ex-secretária de Estado da Educação

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