Rondônia, 14 de dezembro de 2017

O covarde e o falastrão – Por Luiz Paulo Batista

Quem não se lembra da expressão: negócio no fio do bigode? Para os leitores, com pouca idade, faço questão de explicar. Consistia em garantir a palavra com um fio do próprio bigode.  Pois bem, essa parte da barba que cresce sobre o lábio superior masculino (às vezes em algumas mulheres) tem desaparecido do rosto daqueles que não assumem suas intenções, posicionamentos e acordos. Alguns até mantém a penugem como forma decorativa, porém lhes faltam coragem, dignidade e atitude.

Quando criança, recordo perfeitamente meus pais e avós assumindo compromissos perante terceiros, amigos e familiares utilizando a seguinte frase: “negócio fechado”. Naquele momento firmava-se um ato jurídico perfeito entre as partes. Detalhe, sem nenhum tipo de assinatura e tampouco reconhecimento de firma em cartório. E digo mais, a palavra era cumprida conforme fora empregada. Mas, infelizmente, os tempos mudaram, e nesse aspecto, para pior. Essa é a minha opinião.

Deixo claro que não estou me referindo àquelas pessoas, que por circunstâncias alheias a sua vontade (ausência de contrato de trabalho ou doença) acabam quebrando determinados tipos de acordo/obrigação. Trago como exemplo o cidadão ou cidadã, com suas perfeitas condições física, mental e profissional, que rompe o “contrato” sem comunicar a outra parte. Ou seja, num ato unilateral, covarde e traiçoeiro, com objetivo de atingir interesses pessoais, desfaz tudo que fora firmado anteriormente.

Pior, ainda comunica, informalmente, a terceiros que não fizeram parte da negociação. Nesse momento entra em cena a figura conhecida como “falastrão”, pessoa capaz de levar a informação de maneira distorcida, leviana e irresponsável. Com ar de superioridade e acreditando ser o dono da razão, disfarçado de cordeiro, grita aos quatro cantos da sua região: “não sou eu, é o povo que está dizendo”.

Luiz Paulo Batista é jornalista
FENAJ – DRT/RO nº 841
Filiado à Associação Cacoalense de Imprensa

Publicidade

Os comentários são via Facebook, e é preciso estar logado para comentar. O comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Você pode ser denunciado ou até mesmo banido caso comente algo racista, incite o ódio gratuito ou poste spam.

Comente com o Facebook

Publicidade

Previsão do Tempo

Publicidade

Últimas Notícias