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Autoridades visitam usina de carbonização de lixo em Cacoal e conferem tecnologia ecológica

Investimento foi de R$ 10 milhões na unidade e vai gerar 30 empregos no distrito de Riozinho.

Marcelo Cruz, um dos diretores da usina, evidenciou os benefícios que a empresa trará à Cacoal.

A prefeita de Cacoal, Glaucione Rodrigues (MDB), e a maioria absoluta dos vereadores do município, técnicos da Secretaria de estado do Meio Ambiente (Sedam), engenheiros, técnicos e acadêmicos de cursos de engenharia ambiental, visitaram, na manhã desta última terça-feira (26), a usina de tratamento térmico de resíduos sólidos urbanos, no distrito de Riozinho, em Cacoal.

O objetivo da visita foi o de apresentar a tecnologia que conta com 700 unidades ao redor do mundo, porém ainda é pouco difundida no Brasil.

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Como tudo o que é novo causa medo, ou no mínimo receio, na semana passada, a prefeita Glaucione suspendeu a licença de mananciais do empreendimento, atendendo a uma recomendação do Ministério Público do Estado (MP), em Cacoal. “A própria promotora ambiental, Dra.Valéria Canestrini, não pôde afirmar que essa usina traz prejuízos ao meio ambiente e/ou a saúde”, disse a prefeita, durante a visita.
Convencida sobre a segurança da tecnologia, a prefeita acrescentou: “hoje soubemos que o empreendimento não dispõe chorume (liquido derivado do lixo) no solo, portanto, não há risco de contaminação do lençol freático, e não lança poluente na atmosfera, como foi divulgado na mídia, na última semana”.

Tanto a prefeita, quanto as autoridades presentes na visita, ouviram de Marcelo Cruz, um dos diretores da usina, os ganhos que a empresa trará a Cacoal: “A importância da implantação desse empreendimento no distrito de Riozinho, vai além da criação de empregos que por si só já justificaria, mas assim que estiver operando irá reduzir o custo para o município em quase 50%, na destinação final dos resíduos sólidos, o que atualmente significaria em torno de R$ 100 mil, podendo, a diferença ser empregado em diversos programas do município, inclusive para localidade do Riozinho, tão carente de ações públicas ou mesmo diminuir o preço cobrado dos munícipes referente a taxa de lixo. Já o carvão resultado do processo, ira abastecer as cerâmicas existentes nas proximidades, diminuindo consideravelmente a dependência da madeira para abastecer as fornalhas, gerando a arrecadação de mais impostos para a cidade”.

Carvão

Atualmente a Europa, continente altamente rigoroso com questões ambientais, concentra a maior parte das usinas de tratamento térmico de resíduos sólidos do mundo. São cerca de 390, no total.

Quando inaugurada, a usina de carbonização de resíduos sólidos de Cacoal, será uma das primeiras do país em operação, pondo o município na vanguarda da tecnologia do tratamento de resíduos sólidos urbanos. Várias outras usinas usando esta mesma tecnologia, já estão em operação no país, mas apenas gerando carvão de materiais orgânicos, como madeira e cocos. “É um avanço que pode nos colocar em destaque em todo o país”, comemora o vereador Rogerinho (MDB).

Já o vereador Jabá Moreira, foi o único que se pôs contrário ao empreendimento. “Vão ter que me provar que isso funciona”, concluiu. O presidente da câmara de vereadores de Cacoal, Paulinho do Cinema, se posiciona com prudência, como ele próprio definiu: “Vamos ouvir o que dizem os técnicos, os conhecedores das questões ambientais, para definir nossa posição”.
Durante a visita à unidade, ficou marcada uma reunião com técnicos e engenheiros ambientais, para esclarecer todas as questões que envolvem o tema, marcada para a tarde do mesmo dia, 26 de junho.

Conceitos

Os equívocos que se deram na mídia local, na última semana, sobre o empreendimento, foi meramente conceitual. “Foi divulgado e debatido como incineração de lixo, o que não é o caso da usina instalada no Riozinho, que usa tecnologia de Pirólise/Carbonização com tambor rotativo, conceitos totalmente diferentes”, como explicou a engenheira ambiental, Karina Stre. “A pirólise/carbonização é o processo onde a matéria orgânica é decomposta após ser submetida a condições de altas temperaturas e ambiente desprovido de oxigênio, portanto sem fogo, obtendo como resultado o carvão, que poderá ser usado em fornalhas de secadores, cerâmicas, indústrias ou usinas termoelétricas”.
Enquanto na incineração há grande quantidade de cinzas para descarte, na Pirólise/carbonização, o material resultante do processo é o carvão. Havendo apenas 5% de sobras a serem descartadas, representando um ganho ambiental e econômico gigantesco”, finalizou a engenheira ambiental.

Fonte: Jhefferson Santos – Notícias 190

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