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Deputado Nilton Capixaba, Cacoal e as eleições, professor Xavier e greve à vista

papo reto 3 1 - Deputado Nilton Capixaba, Cacoal e as eleições, professor Xavier e greve à vistaELEIÇÃO INDIRETA

O Ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, já enfrentou muitos protestos e muita rejeição pelas decisões que toma no TSE e também no STF, já que ele faz parte da Suprema Corte do país. A polêmica mais recente foi a absolvição do presidente Michel Temer do processo de cassação encaminhado ainda em 2014 pelo PSDB. O processo estava relacionado com o suposto abuso de poder econômico da chapa formada na ocasião por Dilma Rousseff e Michel Temer. Depois que o PSDB se aliou com o PMDB, em virtude da negociação de cargos e da proteção ao senador Aécio Neves, os tucanos mudaram de ideia e tentaram retirar a denúncia, o que não foi possível. Após muitos debates e teses, a votação ficou empatada em três votos contra três. Neste caso, coube ao presidente Gilmar Mendes o voto decisivo. Mesmo sabendo que a campanha recebeu recursos altíssimos do esquema de corrupção, Gilmar Mendes fez um discurso político e praticamente atuou como advogado de Temer. Ao final, votou pela absolvição do presidente, decisão que gerou muita polêmica já que o ministro costuma visitar a casa de Michel Temer durante a madrugada. O voto de Gilmar Mendes a favor de Temer foi praticamente uma eleição indireta, porque agora dificilmente alguém afastará o presidente, mesmo com os graves escândalos envolvendo o nome dele.

AÉCIO NEVES NA GUILHOTINA

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O PSDB, principal partido da base aliada de Michel Temer, vai sofrer um desgaste muito grande, neste espaço de tempo que falta para a eleição de 2018. Diversas reuniões já foram marcadas para decidir se o partido sai ou fica no governo do PMDB. O problema dos tucanos é que o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, foi pego negociando dinheiro com os donos da JBS e sofre com a possiblidade de ter o mandato cassado. O PSDB está tão fragilizado na situação que arrumou a desculpa de dizer que o único motivo para ficar no governo é “defender as reformas que o Brasil precisa”. Nem o mais inocente dos brasileiros vai acreditar nessa história. O PSDB tem pelo menos dois bons motivos para ficar no governo. Primeiro: se sair, os senadores do PMDB podem votar pela cassação de Aécio Neves e eles já mandaram recado sobre isso. Segundo: o partido tem quatro ministérios dos mais importantes do governo e pode abrigar muitos cabos eleitorais do partido no Brasil. A negociação para defender Aécio é tão clara que o partido saiu da reunião que fez no começo da semana dizendo que os deputados podem votar livremente. Então os senadores não podem?

A RELATIVIDADE TUCANA

Depois da decisão tomada pelo PSDB, de ficar no governo de Michel Temer, o jurista Miguel Reale Junior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ficou irritado e pediu desfiliação do partido. Reale Junior disse que não pode ficar em um partido que relativiza a ética e a moral. Essa decisão do jurista pode ser um motivo de muito desgaste da sigla, porque ele é uma das maiores referencias do partido e sua posição sugere que a permanência no governo é uma negociata suja, com a finalidade de atender interesses escusos. Isso é apenas um exemplo do que o envolvimento de Aécio Neves em escândalos pode provocar na imagem do PSDB, embora Aécio não seja a única figura do partido enrolada com escândalos. Os problemas podem ficar mais graves nos próximos dias, quando o pedido de cassação de Temer for votado, porque os tucanos pregam o combate à corrupção. Michel Temer está diretamente envolvido nas denúncias dos irmãos da JBS e diversas gravações foram divulgadas sobre os fatos. Ainda que o PSDB queira votar a favor de Temer dizendo que não há perícia nas gravações, o problema não muda muito, porque isso dificilmente convenceria alguém. Em entrevista esta semana, Joesley Batista declarou que o presidente Michel Temer é chefe de uma quadrilha perigosa no Brasil. Será que os tucanos fazem parte?

MARCHA PARA JESUS

Nos últimos dias, aconteceu em São Paulo a Marcha para Jesus, um evento realizado pela Igreja Evangélica Renascer, com a participação de diversas outras igrejas do Brasil. O evento foi muito movimentado e cerca de 2 milhões de pessoas participaram. Um instituto de pesquisa acompanhou todo o evento e realizou uma pesquisa sobre diversos temas. Entre os temas pesquisados, os evangélicos declararam que não aceitam a discriminação contra os gays, não aceitam os lideres religiosos que falam de Deus no Congresso Nacional, em nome das religiões e rejeitam completamente a corrupção. Entre os líderes religiosos mais contestados estão Eduardo Cunha, Marcelo Crivella, Marcos Feliciano, Marina Silva e outros. A pesquisa revela que é equivocado pensar que os políticos evangélicos possuem prestígio entre os fiéis, a imagem deles é muito arranhada e eles estão longe de ser aquilo que pensam. Um detalhe curioso sobre a pesquisa é que as pessoas que participaram do evento são muito diferentes daquelas que foram às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff. Na Marcha Para Jesus, o perfil das pessoas apresenta uma imensa maioria que não possui alto poder aquisitivo, coisa que foi constatada em manifestações anteriores.

CTB EM RONDONIA

No final da semana passada aconteceu em Porto Velho o Congresso Estadual da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB. No evento, foram discutidos diversos temas, entre eles quais serão os passos adotados pela central sindical diante das reformas propostas pelo governo Temer. A CTB é a central que mais cresceu nos últimos anos e tem hoje no estado a militância de lideranças importantes de diversos segmentos de trabalhadores. Certamente, no próximo ano, a CTB terá uma participação decisiva nas eleições, porque há nomes fortes entre as lideranças e que são cogitados pela entidade para entrar na disputa. Claro que ainda haverá muitos debates sobre estratégias e ações, mas tudo indica que pelo menos duas vagas da Assembleia Legislativa serão ocupadas por candidatos que terão o apoio da CTB em 2018. A cada ano, o número de sindicatos filiados à CTB em Rondônia aumenta sensivelmente, fato de que demonstra organização de trabalho.

ELEIÇÕES 2018

O processo eleitoral do próximo ano será bem interessante no município de Cacoal, especialmente na disputa que envolve uma cadeira na Câmara dos Deputados. A questão é que o deputado Nilton Capixaba, que possui reduto eleitoral no município, estava bem acostumado a disputar os votos dos cacoalenses com pessoas de outras cidades. Este ano será bem diferente. Pelo menos três nomes com forte base no município devem entrar na disputa. Jaqueline Cassol, Marco Aurélio Vasques e o ex-prefeito Franco Vialetto são nomes muito comentados em grupos de conversas sobre as eleições do ano que vem. Desde que passou a residir no município, Jaqueline Cassol tem sido tratada com muito carinho na cidade e tudo indica que ela terá uma votação expressiva, principalmente porque seu irmão, o senador Ivo Cassol é muito respeitado pelo eleitor cacoalense. Marco Auréilo também é nome muito forte e obteve quase 10 mil votos na eleição municipal em 2016. Certamente, se entrar na disputa não será um adversário fácil. E o ex-prefeito Franco Vialetto possui muitos admiradores na cidade. Caso um desses nomes saia mesmo para a disputa por uma cadeira federal, o deputado Capixaba terá muita dificuldade para ser eleito, já que ele sempre reinou sozinho. Em comentários de bastidores, dizem que Capixaba já admite que a situação é bem delicada.

CACOAL E AS ELEIÇÕES

No caso da disputa envolvendo as cadeiras de deputados estaduais, Cacoal também tem diversos nomes cotados para entrar na briga. Em recente levantamento que fizemos, constatamos que tem nomes como Adaílton Fúria, Maria Simões, Fátima Gavioli, Paulinho do Cinema, Elcirone Deiró e outros. Entre os nomes de pessoas que ainda não se manifestaram está o professor Francisco Xavier, que possui relação muito forte com os servidores estaduais e conhece muitos municípios do estado. Em conversa com nossa equipe, o professor Xavier disse que alguns amigos realmente chegaram a discutir com ele sobre uma candidatura e que as eventuais definições poderão correr em breve. Xavier pode surpreender muita gente por ter um bom conhecimento sobre política e por ter experiência com a coisa pública. Em breve vamos tentar a confirmação desse e de outros nomes, mas uma coisa podemos afirmar: o eleitor de Cacoal terá boas opções para promover as mudanças que deseja na política de nosso estado.

NÃO DEU LIGA

Como as eleições do próximo ano se aproximam, alguns deputados começaram a prometer de tudo. Em Guajará-Mirim, o deputado Neidosn Soares agora promete trabalhar para implantar o SAMU no município que o elegeu. Neidson foi eleito porque a população entendia que necessitava ter um representante da cidade entre os 24 deputados estaduais. Realmente precisa, pela condição geográfica e histórica da cidade. Nas eleições de 2014, o deputado era praticamente unanimidade no município da fronteira. Após a eleição, o médico não mostrou a que veio e teve um mandato até este momento sem nenhuma ação de impacto a favor da população que o elegeu. Diversas lideranças que apoiaram o deputado dizem hoje que dificilmente vão apoiar outra vez, já que os resultados foram insignificantes. Como o deputado não demonstrou habilidade no cargo, vários outros nomes são citados na cidade como eventuais candidatos e isso torna a reeleição de Neidosn Soares muito difícil.

COMÍCIO ANTECIPADO???

Ontem à noite, no centro de Cacoal, aconteceu um evento que reuniu muitas pessoas. O evento teria sido organizado por lideres evangélicos e reuniu diversos políticos no palanque. Se fosse apenas um evento religioso, não teria problema algum, mas centenas de pessoas na cidade criticaram a forma como a coisa aconteceu. Embora não pertença à igreja evangélica que organizou o evento, o deputado Maurão de Carvalho apareceu como homenageado na situação. Uma imagem gigante do deputado foi pregada no caminhão de som e o único nome colocado também era o dele. Ninguém entendeu por que um evento religioso, organizado por uma igreja que o deputado nunca frequentou, destaca seu nome e sua imagem com tanta ênfase. A Justiça Eleitoral precisa ficar atenta a esses acontecimentos, porque, esse tipo de situação pode tornar a disputa de 2018 muito desigual. Claro que não há problema nenhum no fato de uma igreja resolver fazer homenagem a um político, mas o menos complicado teria sido colocar a imagem de Jesus Cristo no caminhão.

GREVE À VISTA

Os profissionais da educação do estado de Rondônia estão irritadíssimos com o governador Confúcio Moura. Esta semana, em reunião que aconteceu na capital, os secretários da educação e da Casa Civil disseram que não tem nenhuma possibilidade de atender reivindicações dos servidores. Até mesmo o benefício da progressão, que tinha sido oferecido pelo governo, foi cancelado. O problema é que Confúcio Moura criou uma tal Mesa Permanente de Negociação, mas nunca houve nenhuma negociação. Os representantes do governo nessa “mesa” foram treinados para dizer que não pode, que não dá, que não é possível, que a crise é muito grande e outras teses que somente servem para irritar os trabalhadores. Vale lembrar que este mesmo governo aprovou pouco tempo atrás um projeto muito prejudicial contra os trabalhadores, relacionado com a questão previdenciária. Caso Confúcio Moura dispute algum cargo no próximo ano, enfrentará forte rejeição dos servidores estaduais.

LIDERANÇA EM XEQUE

A vereadora Maria Simões, líder da prefeita Glaucione na câmara de Cacoal, parece não ter uma relação muito harmônica com o secretário da Educação do município, professor Severino Bertino Neto. Mesmo sendo defensora declarada da prefeita do PMDB, a vereadora declarou, em recente entrevista, que o secretário com pior desempenho no município era o da educação. Essa versão é contestada por mais da metade dos vereadores e por grande parcela da população, que reclama de outros problemas. A vereadora parece não ter convencido também o presidente da Assembleia Legislativa do estado, Maurão de Carvalho, porque na visita que fez ontem ao município de Cacoal, ele separou um tempo para visitar o professor Bertino Neto na residência do secretário e, pelas imagens divulgadas nas páginas das redes sociais do deputado, houve uma grande festa na ocasião. As declarações da vereadora não colocaram o secretário de educação em xeque, mas a liderança na Casa de Leis de Cacoal sofreu alguns abalos. O vereador Mário Moreira, conhecido na cidade como Jabá, passou a criticar duramente a colega de mandato e dizem nos bastidores que ele é um dos vereadores que a prefeita mais ouve. Vem chumbo grosso por aí!

Fonte: Jornal Correio de Rondônia

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