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Papo Reto

Pedagogia da enganação, inocentes e perseguidos e Paulinho do Cinema

FERNANDO SEGOVIA

A criação do Ministério da Segurança provocou a queda do chefão da Polícia Federal, Fernando Segovia, que foi colocado no cargo sob muitas críticas de políticos da oposição e de colegas da PF. Durante os 99 dias que ficou no cargo, Fernando Segoiva agiu muito mais como advogado do presidente Michel Temer do que como uma autoridade que tem a atribuição de chefiar o principal órgão de invstigação de crimes no âmbito federal. Algumas declarações feitas pelo ex-diretor-geral da PF foram tão graves que ele chegou a ser convocado pelo STF, para dar esclarecimentos e ficou proibido pelo Supremo Tribunal Federal de dar opiniões sobre  investigações. Depois de uma demissão cheia de polêmica, Fernando Segovia foi nomeado pelo presidente Michel Temer, que é amigo particular dele, para ocupar um cargo na Embaixada Brasileira em Roma, onde deverá ficar por um bom tempo.

SEGURANÇA DE PAPEL

A reunião que aconteceu esta semana entre o presidente Michel Temer e os governadores, para discutir sobre a segurança pública, causou apenas irritação na maioria deles. Temer anunciou que tem 42 bilhões de reais para ajudar os estados a resolverem os problemas de segurança. Entretanto, as condições colocadas para receber os recursos, que seriam através de empréstimos, são tão rigorosas que nenhum estado terá condições de ter o benefício. Entre as condições está o fato de não ter nenhuma pendência relacionada com a Lei de Responsabilidade Fiscal, ter adotado todas as medidas para congelamento de gastos previstas no projeto aprovado pelo governo federal no ano passado e ter a liberação dos recursos aprovadas pelo BNDES. Na prática, nenhum dos estados teria condições de obter tais empréstimos neste momento e a aparente ajuda do governo é apenas uma ilusão que não sairá do papel. Essa metodologia de administrar jogando para a plateia é uma tática antiga do MDB e muitas pessoas nos estados irão imaginar que o governo ofereceu ajuda e os governadores não quiseram. Isto é uma marca do governo Temer.

PEDAGOGIA DA ENGANAÇÃO

Os trabalhadores da educação do estado de Rondônia estão em greve há vários dias e o movimento ganhou força, depois da última reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SINTERO) e os representantes do governo. A reunião foi comandada pelo Chefe da Casa Civil do governo Confúcio e os trabalhadores já anunciavam, vários dias antes do encontro, que os assessores do governo não teriam nenhuma resposta. Confúcio Moura criou um grupo chamado de “Mesa de Negociação Permanente” (MENP), encarregado de dizer sempre “não” aos trabalhadores de todas as secretarias, situação que provoca um grande desgaste no governo. Os servidores chamam o grupo do governo de “Mesa da Enganação Permanente”, porque nunca tiveram nenhuma reivindicação atendida. O descaso do governo com os servidores da educação é tão grande que o Secretário da Educação saiu de férias três dias antes da data da reunião e viajou, deixando apenas uma entrevista em um jornal controlado pelo governo onde dizia que ele foi escolhido por Confúcio por ser a única pessoa em Rondônia com capacidade para resolver os problemas da educação. Entre as maiores críticas dos trabalhadores da educação sobre o secretário, que se acha muito capaz, é que ele não tem formação na área e não entende nada de educação, já que é habilitado em Contabilidade, assim como o Chefe da Casa Civil, que é formado em Hotelaria, uma área um pouco diferente da educação.

PROJETO GENESIS

Ao se intitular como a única pessoa com capacidade para resolver os problemas da educação, o secretário Florisvaldo Alves demonstra seu despreparo para ocupar a pasta e suas ações revelam muita falta de criatividade para o cargo. A maior prova de que Valdo Alves, como é mais conhecido, não tem a capacidade que diz é que a primeira coisa que ele fez, ao assumir o cargo, foi viajar para o estado de Goiás e copiar um programa de computação que o governo da cooperação tenta impor aos professores. A propaganda que o governo faz do projeto deixa parecer que é uma coisa de outro mundo e que vai resolver todos os problemas da educação do estado. Tudo não passa de enganação! Para tentar passar a ideia de que a cosia é muito boa, o governo mente que os estados com melhores condições no setor da educação já implantaram o programa Gênesis muito tempo atrás, o que não é verdade. Se o secretário de educação é tão competente como ele diz, por que não desenvolve uma metodologia própria e voltada para a realidade de Rondônia, em vez de ficar com papo furado? Outra mentira divulgada pelo governo, sobre o tal “projeto gênesis” é que não tem custo nenhum para o estado de Rondônia. Mentira! As pessoas que viajam para o interior do estado com o objetivo de falar sobre a ideia nas escolas custam milhares de reais para os cofres do estado e não conhecem a realidade de nenhum município.

MENTIRA PEDAGÓGICA

Em Reunião que participou em Cacoal com lideranças do movimento grevista da educação do estado de Rondônia, o vice-governador Daniel Pereira fez algumas declarações que irritaram os servidores, embora ele tenha sido, até 1986, professor na Zona Rural de Cerejeiras, município que o elegeu vereador e deputado estadual. Na mesma ocasião em que se encontrou com os servidores, Daniel Pereira deu uma entrevista para a TV Suruí, de Cacoal, e declarou que o salário de um professor da rede estadual é de 4 mil reais. Não é verdade! Os professores da rede estadual ganham pouco mais de 2 mil reais, sendo que quando ficam doentes, perdem a metade do salário. É isso mesmo! O governo de Rondônia, que afirma que a educação é prioridade corta praticamente a metade do salário dos professores que ficam doentes, já que muitas coisas colocadas no contracheque são apenas gratificações ou penduricalhos, como disse uma professora presente ao evento. Considerando que o vice-governador está desde o século passado sem dar aulas, ele precisa urgentemente se informar sobre este setor, principalmente porque a imprensa vem anunciando que Confúcio Moura deve renunciar nos próximos dias. Como Daniel alega ser professor, as cobranças serão muito grandes, principalmente porque o grupo político ligado a ele fez campanha declarada para a chapa que comanda hoje o Sintero.

DEMAGOGIA E POLÍTICA

Os trabalhadores da educação de Rondônia foram surpreendidos nos últimos dias, com diversas declarações de apoio de alguns deputados que pregam ser os verdadeiros defensores da educação. Logicamente que os discursos demagógicos preferidos por eles não convecem nenhum dos servidores da educação rondoniense porque a grande maioria dos problemas que a educação de Rondônia vive hoje foram votados a aprovados justamente pelos deputados que oferecem apoio hoje. As pessoas que acompanham mais de perto a movimentação dos deputados estaduais sabem que apenas o deputado Hermínio Coelho e mais um ou dois têm sido a voz dos servidores públicos. Entre os maiores defensores do Governo da Cooperação, estão Adelino Follador, Cleiton Roque, Luizinho Goebel e Maurão de Carvalho, isso para citar apenas alguns. Qualquer discurso desses deputados governistas em favor dos trabalhadores da educação não passa de mero palanque eleitoral, em virtude do pleito de outubro. Esperamos que os servidores não caiam nessa conversa furada que é normal em anos que ocorrem eleições. É muita cara de pau!!!

INOCENTES E PERSEGUIDOS

A última semana vai deixar marcas indeléveis na política de Rondônia. Foi durante esta semana que o Supremo Tribunal Federal condenou o senador Acir Gurgacz e o deputado federal Nilton Capixaba por crimes em que eles são acusados, respectivamente, de fraude contra o sistema financeiro e corrupção na máfia das ambulâncias, conhecida como CPI das Sanguessugas. Tanto o senador quanto o deputado alegam inocência e afirmam que são perseguidos e injustiçados. Vale registrar que as denúncias contra eles nasceram no Ministério Público e foram julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Então, se eles estão sendo perseguidos por estas instituições, a situação é muito grave. Em vídeo que circula nas redes sociais, Acir Gurgacz afirma que “tudo que estão dizendo contra ele é mentira” e que a população de Rondônia conhece muito bem ele e a Eucatur, empresa que teria sido beneficiada na fraude. Já o deputado Nilton Capixaba fez um vídeo muito confuso e publicou uma nota na imprensa em que afirma que é inocente, porque foi eleito quatro vezes pelo povo de Rondônia. Com a proximidade das eleições, ainda que consigam disputar este ano, o senador e o deputado certamente vão encontrar muitas dificuldades para explicar as condenações, principalmente porque as redes sociais funcionam com uma velocidade impressionante e porque o momento político no país não favorece quem está no mandato. Mesmo assim, vamos fazer um pedido ao Ministério Público e ao STF: parem de perseguir pessoas inocentes com estas, por favor!!!

TERCEIRO TURNO

Um grupo de vereadores de Guajará-Mirim, liderados pelo presidente da Câmara, se articula para instalar uma comissão que teria a finalidade de investigar eventuais irregularidades na administração do prefeito Cícero Noronha (DEM). Na realidade, o município passa por uma crise política séria, além das visíveis dificuldades financeiras que são crônicas em todas as administrações. Esse grupo político que hoje atua para desestabilizar o prefeito foi o mesmo grupo que apoiou a candidatura do atual presidente da câmara na eleição vencida por Noronha, em abril do ano passado. É isso mesmo! Guajará-Mirim teve a chamada eleição suplementar, porque o ex-vereador Antônio Bento do Nascimento, eleito em outubro de 2016 para o cargo de prefeito, foi impedido pelo judiciário de tomar posse. A instalação da comissão divulgada pelos opositores do prefeito parece ter sido pedida verbalmente por um dos vereadores, o que fere a legislação vigente. Como houve duas eleições em Guajará – Mirim, algumas pessoas estão dizendo que o presidente da Câmara quer inventar o terceiro turno, já que foi derrotado nas urnas pelo atual prefeito.

PAULINHO DO CINEMA

O vereador de Cacoal e presidente da Câmara Municipal, Paulo Roberto Duarte, conhecido também como Paulinho do Cinema, tem recebido apoio de vários cacoalenses e até mesmo de alguns membros dos Progressistas (PP-RO) para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Rondônia. Com formação na área de Contabilidade, o vereador cacoalense é conhecido na cidade por ser uma pessoa serena e bem preparada para ocupar cargos públicos, já que também é conhecido como uma pessoa muito correta. Os pedidos de eleitores de Paulinho para ele entrar na disputa se intensificaram depois de uma sondagem feita em diversos setores da cidade por um grupo de pessoas que atuam na política da Capital do Café. Segundo este grupo, o vereador Paulinho do Cinema estaria entre as pessoas com maior possibilidade de vencer a eleição no município, depois que outros nomes caíram em descrédito. O vereador não se manifestou sobre a situação, mas certamente, com a proximidade do período das convenções, as pressões serão mais fortes. Vale lembrar que Cacoal não possui atualmente nenhum deputado estadual e tem quase 65 mil eleitores. Recentemente, o site de notícias MAISRO-ELEIÇÕES 2018 inseriu o nome do edil como um dos 50 pré-candidatos ao cargo de deputado estadual. Além dele, também apareceram na lista: Adailton Fúri; Edimar Kapiche e Almir Suruí.

INCOMPATILBILIDADE ELEITORAL

Falando em Cacoal, o ex-vereador da Capital do Café, Josafá Marreiro, assumiu esta semana o cargo de Diretor Geral do Departamento de Estradas e Rodagens de Rondônia (DER), depois que o ex-chefão do órgão, Ezequiel Neiva, foi exonerado do cargo. Aos amigos Ezequiel fala que deixou o cargo porque vai disputar as eleições, mas ele é o único político que sai no mês de fevereiro. Como a lei eleitoral estabelece que os ocupantes de cargos de primeiro escalão devem se desincompatibilizar seis meses antes da data da eleição, é normal as pessoas deixarem os cargos em cinco ou seis de abril deste ano. Nos bastidores do governo, porém, a informação é de que o ex-diretor foi exonerado por causa das denúncias sobre possíveis irregularidades na construção de uma ponte sobre o rio Machado, em Ji-Paraná. Alguns deputados estão se mobilizando para abrir uma CPI sobre o caso e as informações divulgadas até hoje revelam que cerca de 30 milhões de reais teriam ido para o ralo no rio Machado, o que causou um desgaste muito grande na permanência de Ezequiel. Com a nomeação de Josafá Marreiro, o DER passa a ser controlado por dois ex-vereadores de Cacoal, já que a segunda pessoa do órgão é o ex-presidente da Câmara de Cacoal Luís Carlos de Souza Pinto, o Katatal. Como Cacoal enfrenta problemas graves em sua infraestrutura, a população agora pode cobrar a ajuda dos cacoalenses que chefiam o DER. Já Ezequiel Neiva vai ficar algum tempo explicando sua precoce “desincompatibilização”.

CIDADANIA E POLÍTICA

O pequeno município de San Buenaventura, localizado nas proximidades de La paz, na Bolívia, foi manchete em vários jornais que acompanham a política no país vizinho, em virtude de um fato curioso ocorrido poucos dias atrás. O prefeito da cidade, Javier Delgado, foi amarrado pela população em praça pública e ficou preso à armadilha construída pela população por várias horas, acompanhando de vários cachorros vira-latas. O motivo da punição teria sido porque o prefeito do município deixou de cumprir diversas promessas feitas em campanha e, pelas informações que a coluna teve, este tipo de punição em algumas cidades da Bolívia faz parte da cultura local. Caso esta moda seja assimilada pelos eleitores brasileiros, teremos milhares de prefeitos e dezenas governadores amarrados em praça pública, porque aqui o costume que faz parte da cultura é fazer promessas que nunca serão cumpridas. No caso da cidade de Sana Buenaventura, a população exige que o prefeito se explique sobre o não cumprimento das promessas e, se não conseguir convencer, pode ter seu mandato cassado pelo povo. Depois ainda tem pessoas que falam que a Bolívia é pior que o Brasil. Pelo menos nos aspecto político, nossos vizinhos estão muito à frente.

CAMPEONATO ESTADUAL

O Campeonato Estadual da Série A de Rondônia está em pleno vapor e 08 clubes disputam a competição. Os clubes poderão garantir vagas para a  Copa do Brasil, Copa Verde ou Série D do Brasileirão. Diversas pessoas já perguntaram por que nenhum clube de Cacoal participa da competição. A resposta é simples: algumas pessoas do mundo político de Cacoal apenas usaram a imagem e a história do clube da cidade, União Cacoalense durante a campanha eleitoral em 2016. As promessas eram no sentido que que o clube voltaria a disputar as competições e seria colocado na Série B do Brasileirão. Tudo não passou de promessas vazias e o time do município, que já viveu muitos momentos de glória no futebol do estado de Rondônia foi rebaixado para a Série B de Rondônia, por falta de cumprir normas da CBF. Além disso, o estádio municipal de Cacoal encontra-se interditado há vários anos e não se sabe quando voltará a funcionar. É realmente lamentável como fatos como este aconteçam em um dos principais municípios da Amazônia brasileira.

 

Fonte: Jornal Correio de Rondônia

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