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Acusado de matar esposa a tiros na frente do filho é condenado a 21 anos de prisão

Eduardo Cordeiro dos Santos matou a esposa por ela supostamente ter questionado uma traição.

Acusado de matar esposa a tiros na frente do filho é condenado a 21 anos de prisão

O advogado de Eduardo Cordeiro Harlei Nobre de Souza disse que irá recorrer da decisão. Para ele, "não há incidência no caso vertente, do feminicídio". "A defesa, a todo momento, sempre sustentou teses jurídicas. Tal qual o fato em si, em consonância com entendimento jurídico. Então a defesa ainda vai interpor o recurso, porque nós visualizamos que essa decisão ela confronta os entendimentos jurídicos doutrinários e da jurisprudência. Nós temos o prazo agora de cinco dias para interpor esse recurso de apelação", complementou. O réu passou novamente pelo júri popular no ano passado. Porém, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) recorreu da decisão alegando que o Conselho de Sentença foi contrário às provas do autos.

Eduardo Cordeiro dos Santos foi condenado a 21 anos de prisão e três meses de reclusão por matar a esposa a tiros na frente do filho e deixar o corpo dela no pasto de uma propriedade rural. O novo julgamento do caso teve início por volta das 9h e terminou às 23h45 de sexta-feira (13), no Fórum de Jaru (RO).

A pena será cumprida inicialmente em regime fechado. A vítima, Juliane Ferreira, então de 49 anos, era servidora pública e foi assassinada em 2017, no município de Theobroma (RO).

De acordo com a decisão, o Conselho de Sentença reconheceu todas as qualificadoras do crime e condenou o réu por motivo fútil, feminicídio e ocultação de cadáver. Segundo a sentença, o acusado efetuou seis disparos de arma de fogo, principalmente na cabeça da vítima.

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O júri foi formado por seis homens e uma mulher. Cerca de oito testemunhas foram ouvidas, sendo cinco de acusação e três de defesa, conforme a promotoria. Ao juiz Alencar das Neves Brilhante, o réu negou a acusação de ocultação de cadáver, mas confessou ter atirado em Juliane Ferreira.

O julgamento foi acompanhado por acadêmicos e familiares da vítima e do réu. A advogada Natalia Fernanda de Almeida Giacomini, filha de Juliane, atuou novamente no júri como assistente de acusação. Ao fim da sessão, ela disse que a sensação era de alívio.

“Apesar da pena não ter sido muito diferente, as qualificadoras mudaram. Então os jurados reconheceram todas as qualificadoras. Era isso que a gente buscava no júri passado. No outro faltaram qualificadoras e, com isso, mudaria o tempo que ele teria que cumprir a pena”, disse.

“Saí de dentro da sala bem emocionada, mas meu choro foi de alívio, de ter ganhado mesmo aquilo que a gente veio buscar. Foi Justiça e a gente conseguiu. Estamos satisfeitos”, explicou.

O advogado de Eduardo Cordeiro Harlei Nobre de Souza disse que irá recorrer da decisão. Para ele, “não há incidência no caso vertente, do feminicídio”.

“A defesa, a todo momento, sempre sustentou teses jurídicas. Tal qual o fato em si, em consonância com entendimento jurídico. Então a defesa ainda vai interpor o recurso, porque nós visualizamos que essa decisão ela confronta os entendimentos jurídicos doutrinários e da jurisprudência. Nós temos o prazo agora de cinco dias para interpor esse recurso de apelação”, complementou.

O réu passou novamente pelo júri popular no ano passado. Porém, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) recorreu da decisão alegando que o Conselho de Sentença foi contrário às provas do autos.

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