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Médico atacado com soda cáustica é ouvido por júri através do WhatsApp

Médico infectologista Gladson Siqueira está em São Paulo por motivo de saúde, segundo TJ.

Médico atacado com soda cáustica é ouvido por júri através do WhatsApp

Foto: Reprodução/Internet

Começou na manhã desta quarta-feira (14) o julgamento do agente penitenciário acusado de atacar o médico Gladson Siqueira com soda cáustica, quando ele chegava para trabalhar. O crime aconteceu em março deste ano, no estacionamento do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), em Porto Velho.

O processo é julgado no Tribunal do Júri porque a Justiça entendeu que o ataque se trata de um crime doloso contra a vida.

A sessão começou por volta de 9h sem a presença da vítima, que depõe via WhatsApp. Gladson está em São Paulo por motivos de saúde, de acordo com o Tribunal de Justiça (TJ-RO).

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Não foi permitido que a imprensa fizesse imagens do plenário do Tribunal do Júri porque o processo tramita em segredo de justiça.

Segundo o TJ, serão ouvidas oito testemunhas entre defesa e acusação. O grupo de jurados é formado por quatro homens e três mulheres.

Entenda o caso

O médico infectologista Gladson Siqueira foi abordado e atacado com soda cáustica dissolvida em água no dia 6 de março deste ano quando chegava para trabalhar no Cemetron, em Porto Velho.

A polícia apurou que o agente penitenciário Oziel Araújo Fernandes premeditou o ataque ao médico. Testemunhas disseram que ele chegou de moto e parou ao lado do carro do médico. Após conversarem, ele jogou o produto na vítima, que estava armada e reagiu atirando contra o acusado.

O médico foi socorrido ao Hospital de Base com ferimentos no rosto. Já Oziel foi ferido no ombro e fugiu.

Horas depois ele se entregou na delegacia de homicídios e confessou o crime alegando motivos passionais. Desde então, ele segue preso preventivamente.

No dia 20 de maio, a Justiça decretou sigilo no caso para preservar a intimidade dos envolvidos, levando em conta o suposto caráter passional do crime.

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