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Homem é abatido após sequestrar ônibus na Ponte Rio-Niterói

Ainda não se sabe qual foi a motivação do criminoso.

Homem é abatido após sequestrar ônibus na Ponte Rio-Niterói

Foto: Reprodução/TV Globo

Um criminoso fez 39 reféns dentro de um ônibus por cerca três horas e meia – a maior parte na Ponte Rio-Niterói – nesta terça-feira (20).

Às 9h04, o sequestrador, identificado como Willian Augusto da Silva, foi baleado por um atirador de elite ao descer do coletivo.

Às 9h18, a PM afirmou que o sequestrador estava morto e que todos os reféns passavam bem. Foi constatado que ele portava era de brinquedo.

O bandido anunciara o sequestro às 5h25. Meia hora depois, já na Ponte, ele ordenou ao condutor para atravessar o veículo na pista sentido Rio. Seis pessoas foram libertadas ao longo das negociações.

O trânsito para o Rio ficou fechado desde as 6h. Às 7h20, também foi interditada a pista oposta.

Não se sabe a motivação do sequestrador, mas a PM considera que a ação foi premeditada.

Resumo

O sequestro foi anunciado às 5h26; pouco antes das 6h, o ônibus foi atravessado na pista sentido Rio da Ponte;
O criminoso ameaçava incendiar o veículo;
Seis pessoas foram liberadas, quatro mulheres – uma delas desmaiada – e dois homens;
Às 9h04, o atirador desceu do ônibus e foi morto por um atirador de elite.

“Temos um homem que se identificou como policial militar. Ele está ameaçando jogar gasolina no ônibus, colocando os passageiros em perigo. Não sabemos qual o real propósito dele”, explicou Sheila Sena, porta-voz da PRF, ainda no início do caso.

Especialista diz que ação foi ‘perfeita’

O especialista em gerenciamento de crise, José Ricardo Bandeira, disse que a ação da polícia diante do sequestro na Ponte Rio-Niterói foi ‘perfeita’.

“Pela ótica da ação tática e operacional foi perfeito. Eles agiram da forma correta desde o começo”, destacou o especialista.

“Até então, a gente acreditava que ele iria se render, mas, ao retornar para o coletivo, ele pode ter mudado de ideia. O gestor de crise ou o próprio sniper pode ter decidido alvejar porque, ao retornar para o coletivo, ele coloca de novo os reféns em risco. Ele estava fora do coletivo e a polícia jamais iria permitir que ele voltasse. Ele teria que ter se rendido naquele momento”, explicou José Ricardo Bandeira.

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