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Polícia conclui que adolescente mentiu sobre estupro em Vilhena, RO

Contradições no relato da suposta vítima.

pc ro - Polícia conclui que adolescente mentiu sobre estupro em Vilhena, RO - correio de rondôniaA Polícia Civil concluiu que a adolescente, de 14 anos, que teria sido sequestrada e estuprada, mentiu sobre os crimes. O caso foi registrado no fim do mês passado, em Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho. A informação foi divulgada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) nesta terça-feira (11).

A delegada Solângela Guimarães explicou que, durante as investigações, os policiais perceberam contradições no relato da suposta vítima. Além disso, o exame de corpo de delito não apontou lesões no corpo da adolescente. Com isso, ela e a mãe foram intimadas para comparecerem à delegacia.

“Nessa conversa, ela informou que mentiu; que esse estupro não ocorreu. Ela não teve relação sexual com ninguém. Ela mentiu porque está passando por problemas familiares. Ela saiu de casa, ficou andando pela cidade e depois foi para a casa do namorado. Ela acabou inventando essa história para justificar para mãe o motivo de ter faltado à escola”, diz a delegada.

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De acordo com as investigações, o namorado da adolescente não teve nenhuma participação na mentira. Com essa nova situação, um procedimento foi instaurado e a garota vai responder por ato infracional de comunicação falsa de crime. Ela também foi encaminhada para acompanhamento psicológico.

“Apesar de estar passando por problemas familiares, ela não vai ficar isenta da responsabilidade pelo ato infracional que cometeu. Ela movimentou toda a máquina estatal para um crime que não aconteceu”, ressalta a delegada.

Atualmente, existem, em média, 1,3 mil inquéritos sobre violência doméstica e sexual em tramitação na Deam. A delegacia atende Vilhena, Chupinguaia e distritos.

“Temos muitos inquéritos e uma equipe reduzida. Paramos outras investigações para trabalhar com esse caso e concluímos que não ocorreu crime. É preciso ter mais responsabilidade ao registrar uma ocorrência”, enfatiza Solângela.

Fonte: G1 RO

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