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Governo de Rondônia fomenta piscicultura; produção de tambaqui cresce no Estado

Só o mercado interno de Rondônia consome mais de 7 mil toneladas de tambaqui por ano - Foto: Alex Nunes/Arquivo Secom

Só o mercado interno de Rondônia consome mais de 7 mil toneladas de tambaqui por ano - Foto: Alex Nunes/Arquivo Secom

A produção de tambaqui em regime semi-intensivo é um dos pontos fortes da piscicultura rondoniense, com enorme potencial de crescimento devido a grande disponibilidade de recursos hídricos na região e à participação massiva dos pequenos produtores. Nos últimos três anos, Rondônia ampliou a área destinada à piscicultura e, atualmente, conta com cerca de 16 mil hectares de espelho d’água, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Levantamento feito pelo Governo de Rondônia, por meio da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado (Idaron), aponta que a atividade é mais latente em duas regiões produtoras do Estado: Central, onde se concentram os pequenos produtores, e Vale do Jamari, região em que há grandes empreendimentos, incluindo três indústrias de beneficiamento de peixe, duas delas em Ariquemes. Outros frigoríficos estão instalados em Porto Velho, capital do Estado; Itapuã do Oeste e Vale do Paraíso, no interior de Rondônia.

No ano passado, de acordo com a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção de tambaqui em Rondônia foi de 65.500 toneladas. Para fomentar ainda mais o setor e impulsionar a economia, unindo às instituições ligadas a cadeia produtiva, o Governo do Estado tem apoiado iniciativas de fortalecimento do consumo, como o tradicional ‘Festival do Tambaqui da Amazônia’, que busca popularizar a espécie entre os consumidores, em nível nacional, e estimular o consumo do peixe.

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Neste ano, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), o evento deve acontecer no dia 19 de setembro, em mais de 30 municípios de Rondônia e nas 26 capitais dos estados brasileiros e no Distrito Federal. A expectativa é assar, só no estado, mais de 15 mil bandas do pescado, totalizando aproximadamente 24 mil quilos de peixe nativo da região amazônica.

A iniciativa já tem surtido efeito. Só o mercado interno de Rondônia consome mais de 7 mil toneladas de tambaqui por ano. Além de abastecer a região com pescado inspecionado pela Idaron, Rondônia envia peixe, com selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), para o Amazonas, maior consumidor da produção rondoniense, e para os estados do Acre, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.

APOIO AO PRODUTOR

A piscicultura é um mercado em franco crescimento, que conta com a parceria e apoio de importantes instituições, como a Agência Idaron que realiza um relevante trabalho de acompanhamento da produção de peixe, fiscalizando desde a produção dos alevinos ao beneficiamento e comercialização do peixe e derivados. Hoje, o Estado conta com 25 propriedades registradas na Idaron como produtoras de alevinos, com venda aberta para todo o Brasil. “Esse acompanhamento tem como objetivo combater possíveis doenças que possam afetar a economia do pescado, trabalho que tem sido realizado com grande sucesso”, explica o presidente da Agência, Julio Cesar Rocha Peres.

Além do cadastro das propriedades aquícolas, controle de trânsito, atendimento de suspeita de doenças de notificação obrigatória ou doença emergente que cause alta morbidade ou mortalidades, importantes ferramentas para controle sanitário do pescado, a Idaron tem fortalecido a atuação no trabalho de educação sanitária, com orientação ao produtor sobre as normas que regulamentam a aquicultura no Brasil. “O trabalho também contempla a capacitação dos técnicos da Agência para atuação na educação sanitária. Em âmbito nacional, os técnicos da Idaron são uns dos poucos que receberam treinamento, seguindo as instruções do Mapa, para a execução do Programa Nacional de Sanidade de Animais Aquáticos”, destaca Érico Azevedo, coordenador estadual do Programa de Sanidade dos Animais Aquáticos.

ALIMENTO SAUDÁVEL

Nos abatedouros de peixe e demais indústrias de beneficiamento, a Idaron, por meio da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa), realiza a inspeção dos produtos e subprodutos de origem animal, a fim de assegurar que apenas alimento de qualidade chegue à mesa do consumidor. A qualidade do alimento é atestada pelo selo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE-RO), que é coordenado pela Gipoa.

“O SIE/RO abrange os aspectos industrial e sanitário dos produtos de origem animal, comestíveis ou não, por meio da inspeção ante e post mortem dos animais destinados ao abate, bem como o recebimento, manipulação, fracionamento, transformação, elaboração, conservação, acondicionamento, armazenamento, embalagem, depósito, rotulagem e trânsito de produtos de origem animal no âmbito do Estado de Rondônia”, explica a gerente da Gipoa, Cristiane Teixeira.

As ações da gerência são realizadas por profissionais graduados em medicina veterinária e capacitados para atuar na inspeção e fiscalização higiênico-sanitária de produtos de origem animal, nas Unidades Locais de Sanidade Animal e Vegetal (Ulsav’s) distribuídas nas oito regionais, em todo o estado de Rondônia.

PROJEÇÃO

A pujança da produção de tambaqui em Rondônia, unida às iniciativas registradas em outros estados, em 20 anos, transformará o Brasil no maior produtor mundial de peixes de cultivo, acredita o presidente executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Em matéria publicada no anuário 2020 da instituição, o executivo afirma que o país tem condições fantásticas para a atividade. “Temos águas, temos terras e o clima é favorável para diferentes espécies”.

PEIXES NATIVOS

No ranking nacional divulgado pela Peixe BR, relativo aos maiores produtores de peixes nativos no ano de 2019, Rondônia mantém-se com folga na liderança no segmento, com produção de 68.800 toneladas. De acordo com a associação, os peixes nativos passaram a representar 38% na produção total do Brasil. Já na produção de peixes de cultivo, no ranking do mesmo período, Rondônia aparece em terceiro lugar, com 68.800 toneladas, ficando atrás apenas dos estados do Paraná e São Paulo.

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